Attack on Titan – Mudanças que pretendem melhorar (ou não) os personagens

Se você não estava preso em uma bolha multidimensional que te impediu de saber das últimas notícias do cinema asiático, então você já sabe o que esperar no dia de hoje e também no dia 19 de setembro (pelo menos lá no Japão).

Attack on Titan, adaptação live-action, está chegando aos cinemas e você que é fã da série, talvez irá se deparar com algumas mudanças que podem deixar aqueles fios de cabelo da nuca um pouco em pé.

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O roteirista Tomohiro Machiyama deixou bem claro recentemente, que algumas mudanças foram extremamente necessárias, quando levaram em conta a personalidade de alguns personagens e sua relação com a história (e posteriormente, com o público).

No primeiro filme, por exemplo, os fãs que exigem fidelidade extrema em adaptações já levarão um soco no queixo ao conhecerem Eren e Mikasa na telona. Enquanto na história original vemos Eren determinado a matar todos os titãs da história, no filme, conheceremos um garoto normal, que não acredita na existência dos gigantes até se deparar com o primeiro deles (e se borrar nas calças neste primeiro encontro bastante traumático). Mikasa, mais do que um interesse amoroso, servirá de combustível ao rapaz, para que este se levante e lute. (será que existem realmente tão profundas assim, mesmo?).

Mas se você está preocupado e já amaldiçoando o roteirista até sua décima geração, saiba que algumas das mudanças vieram do pai da obra, Hajime Isayama.

"Por favor, alterem o personagem de Eren", implorou Isayama aos escritores do filme. Segundo o autor, Eren não tem a simpatia que um personagem de Shonen deveria ter para protagonizar este tipo de produção. Ele queria que o personagem fosse mais crível no live-action, independente de suas características no mangá e no anime.

As mudanças também ocorreram para que o cenário do filme se tornasse "mais japonês". Isso porque, como sabemos (ou esperamos que todos pelo menos imaginem isso), o mercado cinematográfico japonês é adaptado, pensado e produzido totalmente aos japoneses. Se nos agrada, é basicamente um problema nosso aceitar essa situação (opinião minha :D). O público japonês tem um determinado perfil que demanda adaptações. E foi o que aconteceu com o filme. Afinal, são atores japoneses interpretando e vivendo em um contexto originalmente alemão. A preocupação da equipe de produção nesta parte, foi fazer com que nem os atores e nem o público ficassem deslocados no cenário apresentado.

Enquanto alguns nomes continuam os mesmos, alguns personagens populares e de certa forma cruciais ao andamento da história não estão presentes (no texto original falaram sobre a ausência de Levi, mas não consegui confirmar essa informação...). Essa exclusão desesperou até mesmo alguns integrantes da equipe de produção, mas segundo Machiyama, foi necessário. O problema parece morar na pronúncia dos nomes (o som produzido por "vi", neste caso) e era uma diferença muito gritante ao contexto japonês. Segundo ele, era complicado lidar com nomes como este (espera, mas... não tivemos um anime em que este nome foi pronunciado tranquilamente? [ouquase?] Tio, não entendi!). A produção quis evitar situações que distanciassem o filme da realidade deles (ok, ok, talvez eu entenda, em partes, o que eles pensaram).

Porém, mesmo com as mudanças, Machiyama acredita que o público ficará satisfeito com a produção e sentirá simpatia por Eren e seu desejo de escapar.

"Todo mundo quer viver feliz para dentro dos muros, mas isso não é suficiente para Eren. Ele quer superá-los."

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A primeira parte do filme estreia hoje no Japão (01/08) e a segunda chega no mês que vem, no dia 19.

Preocupados? Ansiosos? Os dois?

Respira aí coleguinha.

legendado por Karasub OPED

Fontes:

Cinematoday.jp

animenewsnetwork

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